Num dia em que acordo com gritos de um homem ("viva a liberdade!") relembro mais uma vez as grandes vítimas diárias realizadas pelas nossas próprias mãos: os animais. Animais que usamos consoante as suas características - ou pela carne, ou pelo pêlo, ou pelo nosso entretenimento... Um porco só serve para comer, enquanto um golfinho deve ficar fechado numa piscina a dar saltinhos; um cão deve ser amado e respeitado e, quanto aos gatos, tenham cuidado, porque na verdade eles não merecem confiança total. E só porque sim, porque nos ensinaram que assim é que deve ser e porque nos habituámos a viver desta maneira. No entanto, ao crescermos, ao conhecermos as injustiças das quais nós próprios somos vítimas e ao rebelar-nos com o que nos rodeia, deveriamos acordar para o facto de não sermos tão diferentes de quem nos faz mal. Nós também roubamos, torturamos e matamos. Não diretamente, mas fazêmo-lo. Por isso vale a pena pensar se o mal que nos cai em cima é assim tão injusto, especialmente quando choramos e perguntamos "porquê eu? que mal fiz eu ao mundo para merecer isto?".
Se dizem não ao sexismo e ao racismo, digam também ao especismo. Caminharemos assim juntos para um mundo mais justo. Só seremos verdadeiramente livres quando soubermos apreciar a liberdade alheia.
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sábado, 25 de abril de 2015
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Especismo
Especismo. Palavra nova para muitos mas com a qual estou bem familiarizada. O Especismo é a discriminação relativamente a seres de outra espécie. A nossa espécie, a humana, considera que tem todo o direito de usar, roubar, torturar e matar só porque é humana. Peço aqui que percebam que "o especismo está para a espécie assim como o racismo está para a raça". Tal como faziam dos negros escravos, fazem hoje determinados animais. E quem disser que não se podem comparar pessoas com animais já está a ser especista, porque nenhum dos dois quer ser escravizado ou morto para bem estar de ninguém.
Frases comuns de especistas (identifiquem as falácias):
"Eu gosto de animais, não como carne de vaca"
"Os animais não sofrem"
"Os animais são felizes se viverem ao ar livre nos matadouros"
"Deus fez-nos superiores às outras espécies"
"Os animais comem-se entre si,, podemos fazer o mesmo"
"Comer carne é uma opção pessoal"
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Publicidade enganosa
Todos os dias, em todos os intervalos entre programas na televisão, passam anúncios publicitários em que a maior parte das pessoas acredita ou prefere acreditar. Anúncios de empresas que põem em causa a saúde das pessoas que consomem os seus produtos e o bem estar e segurança dos animais.
Anúncios como "a vaca que ri" (pessoalmente o que mais me enerva), manteiga para combater o colesterol (mega contradição), vaquinhas felizes nas carrinhas de transporte da carne para o talho (este então nem se fala)...
Estas publicidades não passam de mentiras que fazem as crianças acreditar que as vacas nos dão leite diariamente porque são muito simpáticas e que os perús fazem fila para ir parar a uma embalagem de plástico no supermercado. São muito bons a criar anúncios de produtos maus mas isso é porque deturpam a realidade. Realmente parece que o mundo fica mais bonito se as pessoas consumirem aqueles produtos mas é responsabilidade de cada um escolher levar com essa lavagem cerebral ou não.
Já disse, e volto a repetir aqui no blogue que, os animais não existem
para ser os nossos produtos. Eles existem porque existem, tal como nós
existimos porque existimos. Eles não se voluntariam para nos dar os seus
corpos e o que sai deles, nós roubamos-lhes tudo - a liberdade, a segurança, o conforto, a família, a vida... TUDO. Ponham-se no lugar deles.
Aos que os consomem: não precisam de gostar deles, nem precisam de os achar fofinhos, só precisam de os respeitar como companheiros terrestres que são.
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